Por João Messias Jr.
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Primal Sinner Divulgação |
Chega a ser chato dizer, mas as bandas de metal mais atuais, embora tenham a tecnologia e o respaldo de apresentar discos em excelência no sentido gravaçãp/produção/execução, pecam gravemente na falta de criatividade ou nos excessos de técnica e virtuosismo.
E, apesar desse panorama nada favorável, algumas vezes somos surpreendidos por uma galera que, ao mesmo tempo que apresenta sangue nos olhos na música, a preenche com muita beleza e sentimento, como é o caso do quinteto Primal Sinner.
Oriundo da improvável Colômbia (cite sem consultar o google bandas relevantes de lá), Dio López (vocal), Fabián Tejada e Jhon Tejada (guitarras), Freddie Zambrano (baixo) e Freddie Olave transitam pelo power metal, tradicional e prog, fazendo de Dying Like the Sun in the West, um álbum agradável de ouvir.
Parte disso se deve aos músicos pra lá de competentes, que unem técnica e um bom gosto pra lá de apurado, fazendo canções excelentes. Red Horn Calls é recheada de referências hard rock, enquanto The Stage is Waiting é daquelas canções feitas para os shows, pois é energia pura. Rage for Freedom tem um início meio prog, mas se destaca pelo ótimo trabalho de guitarras e vocais carregados de malícia.
Let Rock be Heard agradará os fãs de Stratovarius e Helloween enquanto Opus One, com seus solos velozes e climas progressivos, coroa esse belo trabalho de estreia dos caras.
E a galera não se preocupou apenas com o "recheio" do disco, pois para a a "embalagem" não foram medidos esforços. A produção é assinada por Jens Borgren (Sepultura, Angra), a masterização foi feita por Bob Katz e a arte pelo polonês Igor Morski, mostra, ou melhor, evidencia que a galera não está pra brincadeira.
Agora sim, quando perguntarem ao amigo headbanger sobre o metal na Colômbia, pode-se responder com gosto (e letras garrafais): PRIMAL SINNER, que apesar do nome, nada tem a ver com as consagradas Primal Fear e Sinner.
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