4 de setembro de 2017

SEMPRE COM QUALIDADE

Goianos mergulham no Heavy Rock em Wing Seven

Por João Messias Jr.

Wing Seven
Divulgação
Para muitos o Sunroad pode parecer uma banda nova, mas essa rapaziada guiada pelo  baterista Fred Mika vem construindo sua trajetória desde 1996 e hoje chega ao seu nono registro, o álbum Wing Seven.

Em toda a carreira, a banda nunca se importou em figurar em apenas num nicho musical e com o novo trabalho não foi diferente. Agora acompanhado de André Adonis (voz), Netto Mello (guitarra), Mika e o recém integrado Pedro Jordan (baixo) mergulham no Heavy Rock dos anos 80. Mistura que gera músicas marcantes como Destiny Shadows e White Eclipse.

Mas o lance não para por aí. In the Sand é inspirada pelo Hard Rock e Misspent Youth é bem pesada. Outros bons momentos ficam por conta de Whatever e Drifting Ships, essa uma baladaça pesadona e com uma bela atuação do vocal. Que ainda rouba a cena em Craft of Whirlwinds, a melhor do disquinho, dona de uma energia que contagia.

A bolachinha se encerra com a bela e longa Last Sunray in the Road. Intimista e com mais uma bela interpretação de Adonis, é daquelas que merecem sempre um 'repeat', de tão bonita que é.

Produção competente, músicas emblemáticas, capa bonita e um vocalista fora de série são alguns dos fatores que evidenciam que Wing Seven venceu. E se ainda não se convenceu, procure assistir um show do grupo, que transborda energia e competência.

BRUTAL E MODERNO

Fúria e modernidade se fundem de forma homogênea no novo álbum do quarteto carioca

Por João Messias Jr.

Red Eyes
Divulgação
Se nos anos oitenta, não eram lançados tantos discos em profusão hoje vivemos o inverso, com tanta coisa rolando e num piscar de olhos acabamos perdendo muita coisa. E o que fazer para ser percebido? Criar um novo conceito ou fazer algo bem feito e consistente?

Uma questão difícil e talvez impossível de ser respondida, mas não há de negar que é absolutamente excitante quando nos deparamos com um material de conteúdo avassalador e contagiante, como Red Eyes, novo álbum da banda carioca Hatefulmurder.

Após a saída do vocalista Felipe Lameira, Renan Campos (guitarra e voz), Felipe Modesto (baixo e voz) e Thomás Martin (bateria) recrutaram Angélica Burns (ex-DIVA) e deram um passo a frente na luta por um lugar ao sol.

O peso do Death/Thrash se fundem com uma roupagem moderna e vozes limpas feita pela galera das cordas e que somado ao groove e aos vocais brutais de Angélica, temos um disco que faz bonito e que agradará aos fãs de música pesada.

Começando da capa, quase toda em branco e com uma imagem forte e marcante (baseada na Roda, de Leonardo da Vinci) que chama a atenção e nos interessa em saber o que o quarteto quer passar. Tarefa cumprida com louvor, que dá as caras logo em Silence Will Fall, que mescla brutalidade e groove, além de mostrar o acerto na escolha da vocalista no grupo. Red Eyes é um hino de guerra, com frases marcantes e um outro atrativo: o contraponto de vozes limpas e agressivas.

Outros destaques ficam por conta de Riot e eTear Down, ambas feitas para os palcos. A primeira pelo refrão marcante e a segunda pela dinâmica das guitarras. Time Enough to Last conta com a participação de May "Undead" Puertas (Torture Squad, ex-Necromesis) que mantém o nivel alto. Creature of Sorrow encerra este ótimo trabalho, seguramente o melhor do quarteto em sua história e MERECE ser conhecido por mais pessoas.

Vale dizer que neste momento a banda está dilacerando pescoços numa tour que abrange vários estados do país ao lado da Torture Squad, Reckoning Hour e Warcursed Se estiver por perto, não deixe de conferir o som da banda.

21 de agosto de 2017

ELEMENTO SURPRESA

Famoso algo a mais é característica marcante no álbum dos gaúchos

João Messias Jr.

A Glimpse of Illumination
Divulgação
Conhecidos por suas estadias em grupos como Distraught, Apocalypse e Vômitos e Náuseas, Márcio Machado (vocal), Marcos Machado (guitarra), Magoo Wise (baixo) e Cristiano Hulk (bateria) resolveram juntar forças e fundar um nova banda, batizada de Axes Connection.

União que logo soltou seu o álbum A Glimpse of Illumination. Contando com uma boa produção, orgânica e que chama a atenção por instrumentos e vozes estarem "na cara" do ouvinte. Aqui se mostrou ser uma boa escolha, principalmente por apostarem no bom e velho metal tradicional.

Porém, o atrativo fica pelo elemento "inesperado" dar o ar da graça por momentos aqui e acolá, gerando inquietude e surpresa. Junto ao clima setentista de The Meaning of Evil, temos vocalizações agudas e narrativas. Narrações que soam como um vinil numa rotação mais baixa.

Rearrange Yourself é mais arrasa-quarteirão e com uma atuação notável do baterista, que vai de Neil Peart (Rush) ao Thrash Metal, enquanto Wisdom Is the Key é maluca. Com vocais que se alternam entre discursados e agudos, além do baixo estalando a lá Steve Harris (Iron Maiden) e DD Verni (Overkill). Prepare Your Soul é o ápice do trabalho. Em flertes com o Hard Rock, temos uma canção feita para ser sucesso nos shows.

Pique que é mantido em The Gates, pelo conjunto ter trabalhado bem agressividade e melodia. Skyline é bem climática/progressiva e tem tudo para agradar aos fãs de Apocalypse.

Lembra que comentei do elemento inesperado? Ele volta com toda a força em The True Connection. Até o terceiro minuto, a canção é repleta de peso, depois ganha intensidade e um clima bem intimista que beira o virtuosismo.

Para aqueles que tem a versão em CD, após essa faixa temos uma versão escondida para She Sells Sanctuary (The Cult) que se mostrou ser uma boa escollha, fugindo do óbvio, que seria fazer Iron Maiden ou Judas Priest.

O que pode dividir opiniões fica pelo timbre agudo e ardido do cantor, mas isso é algo que os fãs deverão decidir. Vamos ver o que o futuro reserva aos veteranos.

A CRUZADA DAS OITO CORDAS

Virtuosismo e peso saltam aos olhos em novo trabalho de guitarrista

Por João Messias Jr.

Sand Crusader
Divulgação
Conhecido do blog, o guitarrista paraense Wael Daou, dá as caras novamente, desta vez com um álbum, Sand Crusader recheado de muitas novidades

A primeira, que não chega a ser inédita fica por conta da abordagem dada a guitarra. Apesar de usar um instrumento de oito cordas, pouco ou nada tem a ver com bandas como Meshuggah e Korn. Sim, temos uma massa sonora feita para implodir pedras, mas com um senso melódico que, somada ao virtuosismo, nos convence do poder de fogo do músico.

Convencimento que salta aos olhos logo na faixa de abertura, Scourge of Humanity, em que apesar do peso e o groove serem predominantes, se tornam secundários perante as habilidades do músico, que mostra referências de Satriani e John Petrucci (Dream Theater) de forma divina.

Se segura que tem mais. Thorns of Joy conta com jogos de vozes pra lá de interessantes enquanto a faixa que nomeia o disco funde o clima oriental (as origens libanesas do músico) com o metal, gerando momentos que mesclam drama e agressividade. The Awakening é dividida em duas partes. A primeira voltada ao peso e densidade enquanto a segunda mergulha de cabeça no progressivo, sendo um dos ápices desta bolachinha. Power to Believe, conta com momentos virtuosos, narrações e peso e vozes agressivas e Mira encerra o disquinho de forma épica, soando como uma trilha de filme.

Mas não acabou. A versão enviada ao blog conta com três CDs. O primeiro descrito acima, o segundo com versões atualizadas do primeiro EP e um DVD com animações em vídeo para as canções dos dois trabalho e playthroughs.

Tudo numa produção caprichada feita pelo músico e um acabamento feito por Brendan Duffrey (Voodoopriest), e embalada num digipack caprichado.

Embora estejamos em agosto e muita coisa sendo lançada, Sand Crusader é forte candidato aos melhores trabalhos de 2017. Duvida? Ouça!

7 de agosto de 2017

VITÓRIA DA PERSISTÊNCIA

Após idas e vindas, banda retoma as atividades e lança single

Por João Messias Jr.

Absurdium
Divulgação
Não se trata de algo novo, mas corriqueiro para aqueles que não deixam os ideais morrerem. Quando se é adolescente, aquele sonho de montar um grupo, fazer shows e lançar discos é algo que todos que se aventuram pela música querem fazer. Porém, com o passar dos anos, novas responsabilidades e até uma nova forma de se pensar entram na vida como um rolo compressor. Aí temos de fazer escolhas, que nem sempre são os nossos ideais.

Essa linha de pensamento casa com a banda que resenharemos hoje, o Absurdium. Formada com o nome Healer, teve as atividades iniciadas no ano 2000 e após mudar para o atual, sofreu com as mudanças de formação e incertezas. Até que em 2015, o grupo retorna com uma nova formação, tendo Eric Kiriyama (guitarra), Wagner Fassi (bateria e vox) e Marcilio Spiti (baixo e voz). Com esse time lançaram o single Serpents of the Infernal War.

Bem produzido e com uma capa legal, o som do grupo também não decepciona. Transitando entre diversas escolas do Death Metal, apresenta momentos trabalhados a outros com muito peso e groove. Os vocais brutais e berrados são balanceados, dessa forma permitem uma audição tranquila do trabalho. Apesar de uma música não ser o melhor caminho de se avaliar um grupo, os caras mandaram bem e deixa uma boa impressão para os próximos lançamentos.

Uma vitória da persistência e competência musical.

6 de agosto de 2017

AINDA TEMOS MAIS...

Segundo DVD da coletânea de clipes, aposta em repertório que passeia do Thrash ao Rock and Roll

Por João Messias Jr.

DVD Roadie Metal Vol. 1
Divulgação
Pois é, não bastou ousar fazendo uma coletânea de vídeos, mas sim bolar um DVD duplo, no qual a primeira parte fora comentada na semana passada, segue agora a segunda parte deste projeto, que aqui tem um caráter mais eclético, indo do Thrash ao Rock and Roll.

Elephant Casino - Believe: Com um vocal extremamente talentoso, o grupo chama a atenção pela sua forma de fazer Hard Rock. Não espere nada influenciado por Poison e Ratt, mas sim aquela linha mais introspectiva de grupos como Kings X, Galactic Cowboys e Dr. Sin da fase Insinity. Os solos de guitarra limpos e bem encaixados também se destacam.

SuperSonic Brewer - Blood Washed Hands: O ponto alto do disquinho. As gravações do EP são o cenário desta bela canção, que no começo soa como algo que o Zakk Wylde fez nos seus primeiros tempos de Pride and Glory ou em carreira solo. Porém o jogo de vozes (caprichadíssimas por sinal) fazem com que essa música funda Hard Rock e Southern Rock com extrema maestria. Para colocar no 'repeat' diversas vezes.

Demons Inside - Remorse Infected of Trauma: Bateria pesadona comandando tudo nesta música bem elaborada e cheia de groove. Alguns momentos lembram o clássico Dehumanizer (Black Sabbath). Só precisam encaixar melhor algumas passagens do vocal pra cair nas graças do público.

Jäilbäit - Take it Easy - Ai o bom e velho Rock and Roll, se não fosse ele, suportar o estresse cotidiano seria mais complicado. Essa é a ideia do quarteto alagoano. Tudo isso permeado por um metal classudo, de vozes esganiçadas e muita energia e como destaque a bela Wanessa Alves. Vale citar que por problemas autorais, hoje a banda se chama Prision Bäit.

Apple Sin - Apple Sin: Representantes do Heavy Metal Tradicional, os mineiros apostam numa ótima produção visual, tendo na canção um instrumental encorpado, voz na medida certa e o grande destaque: solos que nos remetem ao Mercyful Fate.

Cervical - Arquétipo: Energia e uma mensagem de conscientização. Esse é o recado dos cariocas, que transitam entre o metal e o Hardcore. Direto e sem firulas, o som é para pogar.

Galo Azhuu - Bruxa: Outro ponto alto do disquinho. Com mais que bem vindas referências do anos 70, com riffs e solos feitos com maestria e o clima místico da película deu um charme a mais na canção.

Exorddium - Heavy Metal: Assim como o título entrega, estamos diante de um som tradicional, que chama a atenção por ser simples e bem feito. Com referências diretas das primeiras bandas brasileiras do estilo, provaram aqui que "o menos é mais".

Magnéttica - Super Aquecendo: Rock and Roll despojado e feito por excelentes músicos. Apesar das boas intenções, soa deslocado pela coletânea ser "metal demais" para o som dos caras.

Basttardos - Despertar do Parto: Uma banda muito legal, num som que privilegia o peso e as vozes cheias de emoção, num som que transita entre o Hard e o Thrash.

Hellmötz - Wielding the Axe: Groove e peso mandam nesta canção.Num vídeo que lembra muito o modelo usado pelas bandas de Thrash do fim dos 80 e começo dos 90, fazem o cenário desta banda que faz um som bem feito e competente.

Burnkill - Cadáver do Brasil: Mais um exemplo de que o menos é mais. Produção simples, que tem como tema as manifestações que se fundem com os caras mandando seu Thrash de instrumental encorpado e vocais crus, que só precisam ser melhor lapidados.

Fallen Idol - The Boy and the Sea: Imagens de guerras e destruição em primeiro plano com o grupo atuando é a receita da banda, que funde o Doom Metal com o Metal Tradicional, onde o peso e os vocais, cantados de forma natural são os destaques.

The Phantoms of Midnight - Midnight:  Para aqueles que sentem falta daquele Metal Sinfônico de bandas como Nightwish, taí uma banda que podem gostar. Com os teclados na frente e executada por bons músicos, temos uma canção bem construída, porém sem novidades.

Dust Commando - P.O.T.U.S.: Outro ponto alto do disquinho. Instrumental pesado com vozes que vão do Alternativo ao Grunge e Stoner com um instrumental encorpado. Alice In Chains, Soundgarden são algumas referências desta banda que merece ser ouvida por mais pessoas.

Razorblade - Cuts Like a Razor: A bola fora da coletânea. Donos de um instrumental passável e um vocal que remete a grupos como Damien Thorne e Living Death, a banda precisa melhorar alguns pontos, como o vocal e a cozinha. Mas o pior é o vídeo, com imagens de mal gosto e clichês. Se uma banda pretende vislumbrar algo na cena, deve colocar o que tem de melhor a prova. Não o contrário.

Além dos vídeos, o trabalho apresenta extras como depoimentos das bandas participantes e um menu simples e eficaz, junto com uma bela embalagem, citada na resenha anterior.

Apesar deste segundo DVD oscilar mais entre as bandas participantes, assim como o primeiro volume, é uma bela forma de se conhecer novos grupos, talvez tendo alguns deles como suas futuras bandas de cabeceira.

31 de julho de 2017

O LANCE FEITO DA FORMA CORRETA

DVD duplo reúne 32 bandas de diferentes estilos dentro do metal

Por João Messias Jr.

DVD Roadie Metal Vol 1
Divulgação
Por incrível que pareça, as coletâneas ainda são vistas por muitas pessoas como um balaio de gatos, onde fatores musicalidade e potencial não aparecerem de forma combinada, são o principal motivo de muitos não acreditarem neste tipo de trabalho.

Para que este tipo de negócio passe batido pela descrença é necessário um foco maior na qualidade musical, um projeto gráfico de primeira e talvez o maior atrativo: a condição de igualdade entre os grupos participantes.

Temos alguns exemplos que seguiram a risco como as coletâneas que as saudosas revistas Valhalla e Metal Mission fizeram num passado não tão distante. E em 2017 temos mais um nome de destaque para esta seleta lista: a Roadie Metal Vol 1, que reune 32 bandas em dois DVDs.

Mantendo o mesmo padrão gráfico dos CDs coletânea, o DVD vem com um excelente acabamento gráfico, com livreto e o mais importante: um encarte democratizado, onde TODAS as bandas entram com igualdade para conquistar o gosto de quem está do outro lado na poltrona.

A resenha de hoje será da primeira parte, cujo foco são as bandas mais extremas. E cumprindo com o quesito democracia, segue um vídeo a vídeo de cada uma das participantes:

Voodoopriest -  Juggernaut: Não havia melhor forma de se iniciar esse trabalho. Talvez a melhor banda de Death/Thrash nacional que aqui figura com um dos seus clássicos. Pesada, intensa e com uma linha pra cantar junto, perfeita para os palcos. Não é a toa que o vídeo foi gravado no Hangar 110. Outros destaques ficam pela dinâmica das guitarras, que fizeram a diferença aqui.

Tellus Terror - Bloody Vision:  Os cariocas mandam um Death/Black variado, com um excelente trabalho do vocalista Felipe Borges, que vai do operístico ao gutural, se saindo bem em ambos. O mais legal é que os integrantes da banda são os atores da película, num cenário totalmente dark, inspirado numa espécie de tribunal. Manteve o nível.

Death Chaos - House of Madness: Sangue e tortura são os ingredientes escolhidos por estes paranaenses. Num cenário onde prevalece por quase todo o tempo a banda ao vivo, com cenas isoladas de violência, se sairam bem com seu Death Metal agressivo e caótico.

Krucipha - Reason Lost: Se a sua praia for um Thrash cheio de groove com elementos da música brasileira, tai a banda. As cenas de cárcere privado mescladas com a banda em ação foram bem feitas, mostrando que não é necessário buscar banda gringa para curtir.

Division Hell - Bleeding Hate: Simples e bem feito. Com foco na performance com alguns efeitos aqui e ali, mostrou o poder do grupo nesta canção, cujo destaque ficam para os solos, que nos remete a referências como o Heavy Tradicional e a música clássica.

Tribal - Broken: Curiosa mistura de groove com climas minimalistas é a receita deste quarteto curitibano. Num vídeo que mostra a banda em ação mesclada a imagens que se passam por dentro do corpo humano. Trabalho bem feito, mas que dividirá opiniões.

No Trauma - Fuga: No esquema "quem sabe faz ao vivo", a banda optou por fazer uma gravação num espaço a céu aberto para que todos pudessem sacar o metalcore direto e reto praticado por eles.

Core Divider - No War: Pancadaria cheia de groove influenciada pelos momentos mais agressivos do Pantera. Formada por ex-integrantes da Skin Culture. A escuridão presente no video combinou com o clima de desespero emitido pelo grupo.

Monstractor - Immortal Blood: Taí uma banda que a galera deveria conhecer, graças ao seu Thrashão classudo com toques de Motorhead em mais uma película que tem como foco a performance.

Vorgok - Hunger: Esse grupo carioca tem tudo para ser a preferida dos thrashers. Formada por ex-integrantes de bandas como Explicit Hate e Necromancer, os caras chamam a atenção pela velocidade e coesão.

Heavenless - Hatred: Trio potiguar apresenta um Death Metal que bebe no lado tradicional do estilo. cujo vídeo tem como tema as atrocidades ocorridas pelo mundo, como a Ku Klux Klan e os ataques as mesquitas.

Matricidium - The Beating Never Stops: Aqueles que viveram o ápice das guerras entre as tribos urbanas sentirão arrepios ao assistirem este vídeo, embalado pelo metal da morte, muito bem executado pelo trio.

Forkill - Vendetta: Mais Thrash na área. O quarteto mete os pés no peito do ouvinte num cenário que mostra o verdadeiro lugar das bandas do estilo: o palco.

Ninetieth Storm - Death Before Dishonor: Sexteto capixaba aposta na agressividade do Deathcore e assim como a Heavenless, funde imagens de tragédias com a banda em ação.

Usina -  Destruição e Morte: Faixa título do mais novo trabalho do grupo, que mistura groove e extremo, que combinou com o roteiro, com um cenário inspirado no seriado "Oz".

Cursed Comment - Luftwalfe: Coube aos mineiros encerrarem essa primeira parte da coletânea com um vídeo simples, que capta cenas da banda ao vivo com o fundo os aviões alemães que destroçaram com tudo na segunda guerra mundial.

Apesar do foco no extremo, temos sons para todos os gostos e apesar do resultado não ser linear, temos aqui uma oportunidade de se conhecer bandas de forma justa e democrática.

Na próxima semana, a segunda parte do DVD.

PASSANDO A MENSAGEM

Com influências diversas, quarteto catarinense explora em suas letras a insatisfação contra o governo e corrupção Por João Messias Jr. As pr...