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25 de julho de 2016

DEFINITIVO

Novo álbum do trio tem tudo para ser lembrado como um dos clássicos do Thrash Metal atual

Por João Messias Jr.

ALieNation
Divulgação
Apesar de "Order of Chaos" ter sido uma bela apresentação do trio, é "ALieNation" que será o disco candidato a clássico dos caras do Blackning. Depois de uma ótima aceitação do debut, Cleber Orsioli (guitarra e voz), Francisco Stanich Jr. (baixo) e Hellvis Santos (bateria) não quiseram ficar na boa impressão e mostram ao público de música pesada um trabalho pesado, consistente e recheado de músicas foda.

O que foi dito  linhas acima não é aquele lance de fazer média por conhecer os caras do grupo, pois aqui tudo foi feito com esmero. Ao começar da apresentação gráfica, formato digipack, uma capa  que mescla o choque e introspecção, a cargo de Marcus Zerma. A gravação ficou muito boa, privilegiando os timbres de cada instrumento, permitindo que os músicos brilhem em suas funções. Impressão que fica realçada graças a excelente masterização, feita no Absolute Master.

As canções? Ao mesmo tempo que estão na mesma pegada do debut, elas mostram mais agressividade e técnica, com destaque para as seis cordas, que mostram as caras logo na faixa de abertura, Street Justice. Porém, em todas as faixas momentos que beiram o virtuosismo estão presentes.

Outros destaques ficam por conta da agressiva Thru the Eyes, a feita para bangear Mechanical Minds, Dyed In Blood, dona de belas linhas de baixo, a agressiva Devil's Child, que conta com a participação de Lohy Silveira (Rebaelliun) e o hardcore curto e grosso de Corporation, que tem nos vocais André Alves (Statues on Fire, ex-Nitrominds).

Enfim, como eu disse lá no início, "Order of Chaos" foi um ótimo começo, mas o candidato a clássico do grupo tem tudo pra ser "ALieNation".

E antes que eu me esqueça, a citada Street Justice já é um novo hit do Thrash nacional, figurando ao lado de clássicos como Evolustruction (Woslom), No Way Out (Necromancia), Straight to the Point (Overdose) e Dirty Bitch (MX).

1 de dezembro de 2015

SONHADORES DA CENA EXTREMA

Nova edição do festival Ataque Extremo contou com as bandas Reffugo, Justabeli, Blackning e Chemical Disaster

Texto: João Messias Jr.
Fotos: Patricia Amorim Flavera

Muitos chamam de sonhadores, outros de loucos e poucos de vagabundos, mas a verdade é uma só, que nunca foi e nunca será fácil apoiar/montar um evento destinado ao metal no Brasil, salvo algumas exceções.

Assim podemos falar do “Ataque Extremo”, que há anos dedica um espaço para bandas desse segmento aqui no ABC paulista e nessa atual edição, realizada no dia 3 de outubro, trouxe aos presentes o melhor do submundo extremo, com as bandas Reffugo, Justabeli, Blackning, Bloody Violence e os santistas do Chemical Disaster.

Inicialmente no Cidadão do Mundo, atualmente o evento acontece na Troppo, localizada no centro de São Caetano do Sul, que apesar de bem diferente da primeira casa, mantém o charme e as características para receber eventos do estilo.

Justabeli
Patricia Amorim Flavera
Por motivos logísticos acabei perdendo o show do pessoal do Reffugo, uma pena. Já se passavam das 23h30 quando o Justabeli iniciou seu set. Com uma nova formação, que além de War Feres (voz e baixo) hoje é composto por Julio Blasphemer (guitarra) e Morbus Deimos (bateria) deram continuidade na divulgação de seu novo trabalho, o álbum Cause the War Never Ends.

Os destaques ficaram por conta de Die In the War, a técnica Infected By Radiation e os ótimos solos de Divine Fall, numa ótima apresentação, que foi marcada pela coesão, além de evidenciar que a atual formação vai muito bem obrigado.

Blackning
Patricia Amorim Flavera
Do death/black rumamos ao thrash com o Blackning. E para quem ainda não conhece o trio formado por Cleber Orsioli (guitarra e voz), Francisco Stanich Jr. (baixo e voz) e Hellvis Santos (bateria) está perdendo tempo, ainda mais se for fã do thrash brazuca praticado nos anos 90 (Sepultura, Overdose, Korzus). 

Em um set curtíssimo, mandaram músicas do debut, Order of Chaos, de 2014 que teve como pontos altos The Will Be Done, Death Row e Unleash Your Hell. Vale citar que além da pegada ‘brazilis’, o que chama a atenção é o groove inserido nas canções, que as deixam especiais, além de diferenciar o grupo de outros do mesmo estilo.

Já eram mais de 1h40 da madruga e o death metal retornava com a gauchada do Bloody Violence. Voltando de um giro na Europa, o trio formado a época por Israel Savaris (baixo e voz), Igor Dornelles (guitarra) e Eduardo Polidori (bateria) vai na vertente mais técnica e brutal do estilo, com destaque para as linhas de baixo e o uso da guitarra de oito cordas, cujas texturas são um atrativo a mais nas canções, como pudemos ouvir em Mother of the Dying, Colares UFO Clap e Born to Squirm. Ótima banda, cujo debut Divine Vermifuge merece um lugar na CDteca dos admiradores de música extrema!

Chemical Disaster
Patricia Amorim Flavera
Encerrando a noite tivemos os veteranos santistas da Chemical Disaster. Luiz Carlos (voz, Vulcano), Fernando Nonath (guitarra), Ricardo Lima (guitarra), Carlos Diaz (baixo) e Juca Lopes (bateria) agradaram em cheio os presentes com seu death metaal old school. 

Tudo permeado por um clima de descontração, como se fosse um encontro entre amigos, que respondiam batendo a cabeça em sons como When the Man Loses Fate, Soulsick, Canibalistic Greed e numa visceral versão para Black Metal (Venom). Seco, letal e mortífero, como um show de death metal deve ser!

Nem tudo foram flores

Esse é o ponto chato desse texto. Embora a noite tenha sido agradável, com ótimas apresentações de todos os grupos, nem tudo foi 100% nessa noite. Apesar do som não estar as mil maravilhas (o que gerou a insatisfação do pessoal do Bloody Violence), o que é triste ver é o pouco público em eventos destinados ao metal no ABC.

O que faz vir a mente o seguinte questionamento...pra que bolar iniciativas destinadas ao estilo já que as pessoas preferem ficar em casa ou ouvindo as mesmas músicas que fizeram sucesso há 30, 40 anos atrás?

Assim, não há sonho ou ideal que resista a tanta falta de interesse (ou burrice)?


20 de fevereiro de 2015

BLACKNING: DE THRASHERS PARA THRASHERS

Trio possui em sua formação ex-integrantes de grupos como Woslom, Andralls, Postwar e a música do grupo bebe no thrash com pegada brasileira

Por João Messias Jr.

Order of Chaos
Divulgação
Com passagens por bandas como Andralls, Woslom e Postwar, os experientes Cleber Orsioli (guitarra e voz), Francisco Stanich Jr. (baixo) e Elvis Santos (bateria) juntaram forças e juntos formaram o Blackning, que pouco mais de um ano depois lançaram o primeiro trabalho, o álbum Order of Chaos.

É obvio dizer que musicalmente felizmente não temos surpresas, pois o que os caras fazem é o bom e velho thrash metal, com uma pegada brasileira, bem caracterizada pelos vocais, que numa primeira audição, agradará mais aos fãs de Andralls do que Woslom, Mas a audição do disquinho revelam novos detalhes não vistos nos trabalhos anteriores dos caras, como os momentos cheios de groove e melodias mais apuradas, embora a base seja a quebradeira de pescoço, se é que me entendem.

Thy Will be Done (cujo vídeo pode ser visto no Youtube) inicia o disco de forma direta, além de mostrar o que vem pela frente nos quesitos peso e velocidade. Terrorzone é bem agressiva e com refrão instigante, enquanto Unleash Your Hell tem tudo para ser uma das preferidas nos shows. Chegando em sua metade, o álbum começa a revelar algumas boas surpresas. Death Row possui muitos momentos grooveados e ganha solos cheios de melodias. Censored Season alterna os idiomas português e inglês e o trabalho se encerra com uma versão bem pessoal para Children of War (Overdose), que deve ter orgulhado a turma dos mineiros.

Produzido por Fabiano Penna (que dividiu os solos em algumas músicas), Order of Chaos tem uma qualidade muito boa, que deixou tudo claro e preservou a sujeira necessária para um disco do estilo. 

Não ha mais palavras, o Blackning é para os thrasher, pois é feito por fás para fãs!

PASSANDO A MENSAGEM

Com influências diversas, quarteto catarinense explora em suas letras a insatisfação contra o governo e corrupção Por João Messias Jr. As pr...