10 de novembro de 2014

REPÚBLICA: PESO, ELEGÂNCIA E BOM GOSTO

Terceiro álbum do quinteto, Point of No Return aposta na mescla de diversos estilos do rock/metal e um toque sofisticado em todas as canções

Por João Messias Jr.

Point of No Return
Divulgação
O pessoal do República fez com louvor o que muitos grupos tentaram e poucos conseguiram: chegar ao mainstream sem abrir mão da essência musical, além de mesclar estilos variados de forma sábia e equilibrada. Apesar de muitos pensarem se tratar de uma banda nova, o grupo possui duas décadas de estrada e seu novo trabalho “Point of No Return” é até então seu melhor produto pelas características ditas linhas acima, sem contar o realismo que a arte transmite.

A base musical do trabalho bebe no rock setentista, mas que abre espaço para momentos mais pesados e outros quase intimistas que se misturam de forma harmônica e nos fazem ouvir o disco de ponta a ponta e por repetidas vezes. Alguns exemplos são os arranjos instigantes de Time To Pay e a pesada Goodbye Asshole, que conta com Roy Z, conhecido produtor que também tocou com Bruce Dickinson (Iron Maiden).

Outro caso é Dark Road, dona de um pique muito legal que ao vivo deve ser a música para as rodas, ainda mais por ser dona de um refrão bem acessível, assim como Fuck Liars.

Mas apesar do equilíbrio das canções, as que se destacam são a pesada El Diablo, que encerra o trabalho com a adrenalina nas alturas e Life Goes On, que é aquela música que cativa fãs de vertentes mais pesadas quanto as mais acessíveis do rock. Sem contar que essa música possui um belo vídeo inspirado no livro “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell.

Parabéns ao quinteto formado por Leo Belling (voz), Luiz Fernando Vieira (guitarra), Jorge Mascarenhas (guitarra), Marco Vieira (baixo) e Gabriel Triani (bateria), que pelo trabalho apresentado colherá muitos frutos nos próximos anos e futuros álbuns.

4 de novembro de 2014

COLDBLOOD: MALDADE COM TEMPERO BRAZUCA

Trio carioca vive a melhor fase da carreira com um death/black que remete o ouvinte a escola mineira da década de 1980

Por João Messias Jr.

Chronology of Satanic Events
Divulgação
Certa vez uma amiga postou numa rede social a célebre frase: “A técnica jamais superará a pegada”. As palavras soaram como um presságio. Sem saber, anotei, pedi permissão e dias depois a resposta caiu no meu colo por meio do álbum “Chronology of Satanic Events”, da banda carioca Coldblood.

Com mais de duas décadas  de estrada e atualmente contando com D. Arawnn (guitarra e voz), Artur Cirio (guitarra) e Markus "MKult" Couttinho (bateria), a banda pratica uma música que remete o ouvinte ao death/black praticado pelas bandas mineiras de 1980. Se você pensou no catálogo da gravadora Cogumelo, acertou em cheio, mas nada aqui é defasado ou com cheiro de café requentado. A música do Coldblood é forte, intensa e feita para aqueles que não apreciam apenas o black/death, mas sim todas as vertentes metálicas, pois os músicos experientes conseguem inserir diversos climas nas canções e ao mesmo tempo preservar a aura maléfica do estilo.

Alguns exemplos são os hinos de guerra Cross Inversion, Hell Transcendental e Evil Icon, cujas conduções da guitarra e bateria nos colocam no clima. Outros momentos de brilho são Insignia of Abba, que possui um pique mais thrash e Metastasis, conhecida por seu videoclipe são os destaques desse álbum, que ainda reserva a épica faixa-título, que é dona de um final macabro impressionante...e assustador.

Tudo isso feito com pegada, sem deixar que os recursos tecnológicos atuais interfiram na magia da música. Só por isso este algum é um dos melhores do ano e quiça, de todos os tempos feito aqui!

31 de outubro de 2014

O ROCK AUTORAL PRECISA DE AJUDA


Evento que contou com as bandas Seventh Seal, Tailgunners, Demolition Inc. e Vulgar Type evidenciou o mesmo problema de shows de grupos que tocam músicas próprias: pouco público

Texto e fotos: João Messias Jr.
Cartaz: Divulgação

Cartaz do evento
Divulgação
Foram dias de indecisão e muitas reflexões e até a decisão de NÃO publicar esse texto, pois uma hora o leitor ficará de saco cheio deste cabeludo de óculos batendo sempre na mesma tecla, que o público não vai aos shows e tal. 

Mas, como as coisas não mudam (e não mudarão num curto prazo), vamos derrubando as pedras e mostrando o que acontece na cena, como o domingo quente (que a noite ganhou uma chuva torrencial) do dia 19 de outubro, que contou com as bandas Seventh Seal, Tailgunners, Demolition Inc. e Vulgar Type, que também teria a Hevilan, que não se apresentou por problemas de força maior.

O local escolhido, o Lords Rock Bar, em São Caetano do Sul, ABC paulista. Uma casa que antes do atual nome foi reduto de apresentações de samba e pagode. Há aproximadamente cinco meses, abriu as portas para o rock para todos os segmentos do estilo. A casa tem uma decoração digna das melhores de São Paulo, com charme inglês, paredes pretas e o melhor: capacidade para mil pessoas.

Vulgar Type
João Messias Jr.
As apresentações tiveram início às 16h30 com a banda Vulgar Type, que se mostrou uma excelente surpresa. Do ABC paulista, o quarteto formado por  Guzz’Cold (guitarra e voz), D. Tambveri (guitarra), Hellder Witz (baixo) e Dionísio Pavan (bateria) são praticantes daquele hard rock oitentista (se pensou em Motley, Winger e Ratt acertou) e estão quase no ponto para se tornarem um dos grandes nomes do estilo aqui. Pois mostraram muita malícia e músicas grudentas, como as canções do EP “Loud for the Night”, cujo destaque foi a "chicletíssima" “Midnight Little Girl”, cujo refrão fica na mente por dias, acredite. Outros pontos altos foram a versão para “Whole Lotta Rosie” (AC/DC) e “Shadows of the Wall”, que abriu a apresentação. Parabéns pela inclusão do grupo no cast.

Demolition Inc.
João Messias Jr.
Saindo das plumas e paetês e indo para algo mais pesado, às 17h40, tivemos o show da Demolition Inc. Sem invencionices e tampouco maluquices, o quinteto que conta hoje com Ricardo Peres (voz), Diego Reis (guitarra), Cleber Beraldo (guitarra), Valter Martins (baixo) e André Alves (bateria) funde as escolas do metal tradicional e thrash. 
Essa fusão resulta numa bela combinação entre peso e melodia, com destaque para “Revolution Now” e “Set Word On Fire”,que farão parte do primeiro álbum do grupo que sai nos próximos meses.

Tailgunners
João Messias Jr.
Hora do metal tradicional, estilo que o Tailgunners pratica com maestria. De inspiração maideniana, Daniel Rock (voz), Lely Biscasse (guitarra), Raphael Gazal (guitarra), Lennon Biscasse (baixo) e Gustavo Franceschet (bateria) executaram as canções de forma apaixonada, cativando os poucos presentes, mostrando-se uma banda com uma performance melhor do que as dos grupos que os influenciaram. 
Com base no terceiro álbum, “The Gloomy Night”, o set teve como destaque“Gloomy Night,”In My Eyes” e “One of Them”, sem esquecerem das antigas como “Abolition of Slaves”, do debut “Battlefield”, lançado em 1998.
Uma apresentação que merecia ter sido vista por mais pessoas.

Seventh Seal
João Messias Jr.
Encerrando a noite às 20h50 o Seventh Seal colhe os frutos da ótima repercussão do terceiro trabalho, “Mechanical Souls”, que une de forma balanceada elementos do hard rock ao death metal, tudo temperado com um toque progressivo. Contando com os melhores músicos do país em suas fileiras, o grupo que conta hoje comLeandro Caçoilo (voz), Thiago Oliveira (guitarra), Tiago Claro (guitarra), Victor Próspero (baixo) e Marcus Dotta (bateria) fez um set diferente das apresentações anteriores, começando com”Dark Chant”, uma das músicas mais fortes do grupo e que funcionou muito bem como abertura. O show continuou com a grudenta “Virtual Ego”, passando por “Highway to Hell”(AC/DC) até o encerramento com “Beyond the Sun”, numa noite, que além do público pequeno, ficou marcada pelo som ruim em todas as apresentações. Como a casa começou seus trabalhos recentemente, a expectativa é que as coisas melhorem com o tempo e por isso merecem um voto de confiança.

Seventh Seal
João Messias Jr.
Como disse nas primeiras linhas, algo precisa ser feito para que os eventos tragam mais pessoas. Vou me repetir, mas é necessário: bandas, donos de casas de shows, produtores, imprensa e público deveriam conversar e discutir soluções e até novas formas de espetáculo para que o mesmo não fique relegado a meia dúzia de gatos pingados. A intenção não é que milhões de pessoas lotem as casas, mas que pelo menos as bandas tenham um público justo para vê-las. E o diálogo seria um ótimo começo para melhorar isso.

28 de outubro de 2014

RED IN WHITE: POR DIAS MELHORES

Após um álbum bem sucedido, grupo passa pelas incertezas das mudanças de formação

Por João Messias  Jr.

Wildness Within
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Coisas que acontecem apenas na música...quando determinada banda passa por todas as etapas de produção, lapidação e finalização das canções. Daí lançam um excelente trabalho, se vêem impedidos de promove-lo, devido a mudanças de formação.  Mais uma vez a história prega uma peça com o grupo Red In White. De Florianópolis, o até pouco tempo quarteto fez logo no primeiro álbum full o que muitos grupos de hard rock tentam, mas batem na trave: apresentarem maturidade e malícia nos momentos certos, além de uma dose de peso nas guitarras.

As características descritas acima aparecem logo na primeira trinca. “Wildness Within”, “Like A Bullet” e “Chainsaw” já fazem valer a aquisição do álbum. Fazendo uma alusão com o estilo que o grupo toca, as outras faixas são como aquela mulher gata que faz um strip-tease, deixa sempre um gosto de quero mais, como em “Deep in the Fire” (inspirada em grupos como Ratt e Winger), os solos de “Desperate Dreams” e “Ashes & Fears”. 

Só que o melhor ficou para o fim. “Vendetta” (para quem foi destinada?), que mostra um lado que deve ser evidenciado em futuros trabalhos: andamentos quebrados com muito virtuosismo das guitarras, que somados soam como uma trilha de filmes de ação.

Não sei se proposital, a capa do grupo nos remete a bandas mais experimentais como o Tool, o que pode desagradar ou confundir os fãs de hard rock, mas ao passar das audições acabamos inclusive conectando a arte as músicas.

Vamos torcer para que os remanescentes Daniel Scarr (guitarra) e Felipe Martinez (bateria) encontrem os músicos certos para seguirem com o trabalho, que pelo foi apresentado aqui, NÃO MERECE parar.

22 de outubro de 2014

ATTRACHTA: UM GRUPO DE CABECEIRA PARA FÃS DE HARD E HEAVY

Quarteto apresenta no EP “Engraved” um trabalho consistente embalado com ótimas músicas e excelente produção

Por João Messias Jr.

Engraved
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Quem está há tempos neste mundo de resenhas e entrevistas percebe de forma imediata as intenções das bandas ao lançarem seus trabalhos. Então aparecem bandas que quer apenas se divertir, outras que querem fazer um bom trabalho e outras que fazem questão de serem lembradas através dos anos. Essa é a impressão quando pegamos e ouvimos “Engraved”, EP da banda paulista Attrachta.

O quarteto formado por Marcos de Canha (voz), Ricardo Oliveira (guitarra), Guilherme Momesso (baixo) e Humberto Zambrin (bateria) lançou o disquinho num caprichado digipack, que possui uma bela capa e um belo trabalho que harmoniza  bem as cores, além de um encarte com fotos . Só ficaram devendo as letras, pois o som do quarteto PEDE que tenham letras no encarte.

Só que nada valeria se o som não convencesse se o som não fosse bom, mas aí entra outro trunfo da banda. Transitando entre o hard e o heavy com um vocal diferenciado, com um timbre entre Dio , Tony Martin e um pouco do saudoso Ray Gillen (Badlands).

Das quatro faixas, as que chamam mais atenção de primeira são “The Choice”, que possui um vídeo muito legal e “Beggining”, cujo trabalho de voz soa como um diálogo entre a banda e ouvinte, evidenciando as influências setentistas do quarteto.

Em tempos de música digital e descartável, ainda temos grupos que buscam deixar uma boa impressão aos ouvintes, com uma apresentação impecável e música bem feita. Coisa de quem quer ser lembrado através dos anos...e nós agradecemos é claro!

21 de outubro de 2014

CONFIRAM COMO FORAM AS APRESENTAÇÕES DOS GRUPOS KATAPHERO, CHAOS SYNOPSIS E KAMALA NO ABC PAULISTA

Apresentações em Santo André e São Bernardo do Campo foram marcadas por performances consistentes e estilos variados

Texto e fotos: João Messias Jr.

Kataphero
João Messias Jr.
Os dias 10 e 11 de outubro (sexta e sábado) foram marcados por apresentações das bandas Kataphero, Chaos Synopsis e Kamala no ABC paulista. As duas primeiras se apresentaram na sexta em Santo André e sábado em São Bernardo junto com o pessoal do Kamala.

No primeiro dia, a casa escolhida para a festa foi o 74 Club, que já foi palco de bandas como Lama Negra, Ação Direta, HellArise, Threat e Macchina, que para quem não conhece possui no piso superior um bar aconchegante para os fãs do underground, com capas de discos, cartazes de shows e posters de filmes thrash, cujo palco para apresentações fica no andar de baixo.

Chaos Synopsis
João Messias Jr.
Previsto para início às 20h, as apresentações começaram mais de duas horas depois, pois as bandas tiveram problemas no trajeto para o ABC. Dessa forma, apenas às 22h30, o Kataphero iniciou seu set. Sem tempo para colocarem pinturas e indumentárias, o quarteto formado por Paulo Santiago (voz e guitarra), David Cantidio (guitarra), Phelippe Melo (baixo e voz) e Lucas Somenzari (bateria), mostraram músicas de seu primeiro álbum, “Life”, que mostra um black metal climático, técnico e com muitas referências ao metal tradicional, empolgando quem estava no espaço. Uma pena que, por se tratar de um bairro residencial,  o tempo da apresentação foi reduzido para 20 minutos, o que deixou um gosto de quero mais. Vale lembrar que o grupo , oriundo do Rio Grande do Norte, possui 15 anos de estrada e fizeram neste mês a primeira tour pelo Sudeste.

Sem tempo para passar o som, às 22h55 o Chaos Synopsis, que substituiu a banda Chemical no evento, mostrou seu poderoso death/thrash aos andreenses. Se apresentando como um power trio, pois o guitarrista JP não pode vir,  Jairo Vaz (baixo e voz), Marloni (guitarra) e Friggi Mad Beats (bateria) além de caras muito legais e acessíveis, sabem reverter as adversidades ocorridas, transformando tudo numa baita festa. Uma pena que tiveram apenas 20 minutos para mostrar sua música, pesada, mórbida e energética, que teve como destaques as músicas “Rostov Ripper” e “Sarcastic Devotion”, numa noite que mais uma vez ficou devendo no quesito público.

Ação beneficente com muito rock

Chaos Synopsis
João Messias Jr
No sábado (11), o show ocorreu no município vizinho, em São Bernardo do Campo, no Centro Cultural do Taboão. Localizado na periferia da cidade, o evento foi de caráter beneficente, cuja entrada era a doação de um brinquedo em bom estado, cuja arrecadação seria distribuída no Dia das Crianças.

Antes das bandas principais, o evento contou com duas bandas locais. Já eram 15h quando  a Listen começou as apresentações. Como mandaram apenas covers, dificulta falar mais do grupo em si. Já a segunda mostrou um grupo muito talentoso. Mesclando canções próprias com covers, o trio formado por James Anselmo (guitarra e voz), Victor Martinez (baixo e voz) e Edclife Gasparini (bateria e voz) chamou a atenção por serem ótimos músicos e pelas canções bem construídas como “Herói”. Uma pena que a galera agitou no som deles apenas quando tocaram covers, pois o S3lfy é um grupo que tem tudo para ser destaque na cena, inclusive na mainstream, pois o hard/pop da banda é além de cativante, é grudento e pra lá de bem feito.

Hora do metal

Kataphero
João Messias Jr.
Após quase uma hora de espera, às 19h, o Kataphero iniciou sua apresentação. Devidamente maquiados e com suas indumentárias, o quarteto fez um ótimo set, que privilegiou músicas do seu debut, “Life”. Com mais tempo, os caras mostraram todas as variações possíveis existentes em sua música, que agradará desde fãs de metal tradicional até grupos como Rotting Christ  e Dissection. Com uma boa vontade dos headbangers, eles têm tudo para se tornarem um dos maiores nomes da música extrema nacional.

Kamala
João Messias Jr.
A próxima banda foi o Kamala. Após uma ruptura, a banda atualmente um trio que conta com Raphael Olmos (guitarra e voz), Allan Malavasi (baixo e voz) e Estevan Furlan (bateria e voz) mostraram que essa nova fase pode render ótimos frutos. Privilegiando o terceiro álbum “The Seven Deadly Chakras"(lançado antes das mudanças), o atual formato do grupo deixou tudo mais compacto e direto, como na abertura com “Envy” e “Root”, cujas alternância de vozes foram o destaque, pois os músicos possuem diferentes timbres, que gerou contrastes interessantes nas canções.

Mas isso foi apenas o começo, “The Fall”, “Consequences” mantiveram o pique, além da nova “Becoming A Stone” mostrou uma música mais direto ao ponto, que gera expectativas positivas para o próximo disco, que começa a ser gravado no fim deste ano. “Crown” deu números finais a apresentação, que foi o melhor da noite.

Chaos Synopsis
João Messias Jr.
Finalizando o evento, o Chaos Synopsis mostrou seu death/thrash inspirado em serial killers. Mais uma vez como power trio, desta vez com JP nas guitarras, o grupo abriu o set com “Son of Light”, do mais recente registro do grupo, “Art of Killing”, que possui uma das capas mais bonitas  e brutais do estilo. Com uma performance empolgante e divertida, a banda mesclou canções de seus dois trabalhos, que tiveram como pontos altos, “B.T.K”  e “Sarcastic Devotion”, do debut “Kvlt ov Dementia”. Vale lembrar que o grupo será o único representante nacional na nova edição do Extreme Hate Festival, que acontece no mês de dezembro em São Paulo e terá no cast grupos como Crytopsy e Suffocation.

A ausência de público foi um fator irrelevante perto do caráter beneficente do evento, que com a entrada de um brinquedo, brindou os presentes com apresentações memoráveis do bom e velho rock and roll, que além da música, fez a alegria de muitas crianças. 

16 de outubro de 2014

REXOR: EQUILÍBRIO

Quarteto faz mistura bem dosada de hard rock e heavy metal no álbum 'Powered Hearts'

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação

Com tantos estilos novos e 'remakes' aparecendo na praça, é gratificante quando nossos ouvidos são agraciados com um álbum do chamado heavy rock, que é uma mistura de mistura hard, heavy com o punch do rock and roll, fórmula que encontramos no primeiro álbum do quarteto paulista Rexor, que recebe o nome de "Powered Heart".

A bolachinha já chama a atenção pela belíssimo trabalho de capa/encarte feitos por Marcelo Campos (Trayce), que harmonizam perfeitamente o uso das cores, e uma espécie de poster, marca registrada do artista além da produção homogênea, que apresenta peso, sujeira e nitidez nos momentos certos.

O trabalho abre com "Blood Swords", dona de uma pegada mais tradicional. Na mesma vibe, mas voltada aos riffs, "Sinners", que chega ao ápice com "Powered Hearts", que mostra toda a grandeza do vocal de Wash Balboa, que é uma mistura bem dosada de caras como Dee Snider (fase Widowmaker), Sammy Hagar (Chickenfoot, ex-Van Halen) e John Bush (Armored Saint).

Continuando a falar no cantor, ele rouba a cena na balada "Seal of My Heart", que é calcada no hard rock, que se fosse feita por uma banda gringa, estaria rolando nas rádios rock brasileiras, fazendo deste um trabalho imperdível. Isso acontece graças a atuação dos igualmente talentosos Wander Cunha (guitarra), Adrian Fernandes (baixo) e Gleison Torres (bateria) que fizeram um dos álbuns mais legais deste ano.

Enfim, uma banda que merece os parabéns por investir numa linha em que poucos prestam atenção hoje, mas que possui fãs sedentos por mais lançamentos neste estilo.



PASSANDO A MENSAGEM

Com influências diversas, quarteto catarinense explora em suas letras a insatisfação contra o governo e corrupção Por João Messias Jr. As pr...